terça-feira, 22 de março de 2011

Versos que choram.

Não chore as lágrimas que não voltam para nosso afeto; lágrimas imperfeitas que cantam aos ventos nosso mártir. Que choram por elas mesmas para ganhar a dor que não convém aos outros, simples mortais, que não nos entendem, que nos afastam... Sim, chore, pela noite, pelos anjos e corvos negros nos que acompanham pela luz da Lua, que a cada verso de suas poesias transpareçam os mais verdadeiros sentimentos, o mais sincero deles, que te traga o verdadeiro amor, antes que venha o sol. Aquele amor cultuado pelos anjos da noite, que os sorvem com suas asas negras e nos levam... Talvez, para a lágrima que molha o papel do poeta, cansado de esperar, de procurar pelos recantos mais obscuros o que te faz sonhar, faz falta, sem nunca ter existido... Alguém, para tocar o seu rosto, os cabelos, frios pelo vento noturno, e sussurrar-lhe a poesia de um sonho ao qual sonhara sonhos de um anjo, solitário... Pela busca do amor gótico nas noites que se forem.

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