terça-feira, 22 de março de 2011

Desentender a lágrima



Eu te dei tudo o que tinha,
caminhei pelo caminho junto contigo, me esforcei pra que estivesse ao meu lado. Enfrentei os mais profundos desafios contigo. Nas sombras me encontrava, quando tu estendestes a mão para mim. Eu sei! Que essa sombra que me envolve é mais forte que a morte. Porém sua mão se estendeu, e me levou de volta. Eu estava na luz, mas me sentia só, simplesmente porque a luz queimava meu coração. Simplesmente porque a luz ofuscava meus olhos. E me cegava. Andei no meio da dor, caminhei só e estive aqui perdido todo esse tempo
cego pela luz.
Por que esse silêncio cai sobre minha alma. E aqui nas sombras continuo mesmo na luz? Eu conheço a luz que vem da porta, a vida morta, que sorri falsamente diante da dor. Eu conheço o silêncio que se dispersa a fatia inversa do corte profundo.
Meu silêncio é a lágrima perdia, a lágrima que ainda insiste...
Estive aqui todo esse tempo.
Procurando que minha presença fosse notada, andando pelo caminho e gritando por alguém.
Eu, que sou o silêncio da vida a dor que ainda insiste em doer...
O ócio, o pensamento profundo que nunca mudará o mundo, mas que insiste...
Minha canção começa falando de amor e termina em morte, meu final feliz se perde e meu olhar esperançoso se torna uma lágrima só.
A lágrima que cai a esvair-se na lama, a lágrima a lâmina que corta sem piedade em dor.
Nesse mundo, nunca serei notado. Não importa o que faça eu estarei sempre em silêncio. Todo meu esforço jogado no lixo esvaído e as lágrimas...
A lágrima que antes era agora é loucura... Eu aqui permaneço tentando me controlar pelo vento, sinto a sombra que me envolve tento recuperar-me mais um pouco, insisto...
Eu te dei tudo o que tinha me esforcei pra falar as palavras certas enquanto estive próximo tentei segurar a angústia, mas não consegui.
Ah! Cristal da lâmina da alma que se estraçalha no chão, a tua calma se perde em loucura...
Ah! Silêncio que grita nos meus ouvidos. Enquanto a morte me espera.
Ah! Lâmina que corta a alma, a tua calma se perde em loucura. Meu silêncio se desperta. Minha vida se vai.
Nunca imaginei que as sombras em que mergulhei poderiam ser mais profundas. Nunca pude perceber que a morte poderia ser pior ainda...
Ah!
Ainda... Insisto...
Por quanto tempo ainda vou conseguir insistir. Eu ouço o silêncio e o vento, a paz e o lamento. Sinto a dor como nunca senti antes, tanto que nem mais temo a morte.
Mas não levará minha alma, minha paz e minha vida.
Ah! Lâmina encrustada na alma. O desespero sem perdão imerso na dor, o silêncio disperso e sem amor vivendo da chave da angústia. Por quê esse silêncio aqui agora ainda se demora?

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