
Ah, seu olhar incandescente, seus lábios errantes, a lua distante. Seu jeito de olhar, intocável mesmo viva, distante mesmo perto. Um jeito de ser diferente, um jeito tão distante e perto, ao errante, incerto. Meu jeito de amar sem uma palavra. Distante mesmo sem jeito. Eu que conheço todos seus olhares, conheço todos seus andares e seu jeito discreto de rir. Eu te vi bem ao longe errante e seu olhar desaparecer na névoa. Agora procuro algo que não posso encontrar, tento ver algo que não enxergo e ter fé no que não acredito. Por favor, deixe minha lágrima perdida encontrar descanso. Por favor, deixe meu olhar ver sua face que se desfaz em meio ao vento, no sereno se perde e na chuva se desfaz. Um olhar inexplicável que não posso entender. Um olhar diferente, peculiar, o qual desde que encontrei, perdi ainda. O seu olhar se dispersa e eu aqui alerta tento encontrar. Por favor, deixe-me ver sua face e que ainda aqui não morra sem encontrar seu olhar. Eu sou aquele que vaga no tempo, procurando alento no meio da dor. Eu sou aquele banhado de lágrimas, perdido e na alma buscando amor. O amor se tornou um laço insolente, que aqui mesmo me prende em meu próprio "desamor". Perdido em seus lábios descanso. Em um pensamento marcado pela dor. Ah! Se você soubesse quanto meu coração sofre. Enquanto aqui, me perco de ti pra sempre... Uma história infeliz que diz em seu final: "Aquele que procurava um olhar peculiar buscou o que não encontraria e tentou ouvir o que não dá pra compreender. Por isso caiu no abismo infeliz para sempre pela morte mergulhou sem nunca encontrar". Eu sou o olhar imprudente, o vento veemente, clamando na dor a paz intrínseca manifesta na imersa corrente de sangue que se perde, da paz se desprende. Nas sombras caindo mais uma vez. Ah! Aqui está meu olhar de descontentamento. Que mesmo constrangido por seu próprio lamento aprende a resistir mesmo vendo o sangue ao seu derredor que mesmo caminhando nos caminhos da angústia. Consegue resistir mais tempo à dor.
Nenhum comentário:
Postar um comentário