terça-feira, 22 de março de 2011

O último poema


Entre as flores ergo um brinde à luz da Lua. Sigo sozinho, cantando ao vento frio da noite a melodia que desabrocha nas noites do fogo. No sereno, encontro pétalas chamuscadas, que reveste todo o manto negro.
Flores colhidas para ti, vermelhas a falecer em brancas mãos. Transformam sua morte em seu sorriso, em teu amor, em meu afago.
Nas luas de inverno, inverno serei. Com o canto da brisa a última primavera não virá servirá ao meu encanto a última e cinza flor que jazerá comigo, sobre mim, sob a luz da Lua, regada pela lágrima do teu amor.
E assim sigo sozinha...

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