quinta-feira, 24 de março de 2011

Desentender a vida

Veneno que se espalha pelo chão eu sinto teu cheiro. Meu amor se perde em ti, enquanto lamento. Persuadido no imenso fogo inesquecido, silencioso. Presença da vida deixada. Eu me perco em ti, esperando que me ache e traga meu coração de volta, enquanto aqui com esse buraco no peito sinto o sangue esvair-se por entre minhas mãos. Mais uma vez inesquecido pelo verso mórbido.
Ah! Silêncio perdido deixado em vão. A minha calma se desfaz em mim mesmo! Enquanto lamento a dor. Perdido aqui me encontro. Mais uma vez esquecido estou pelos outros. Tenho cães à minha direita. Escorpiões à esquerda. Mais uma vez no silêncio disperso estou. Aqui me vou ao tempo me reconciliar com a morte. A dor que se dispersa devorará minha alma. Mais uma vez vou perder o que nunca tive. Mais uma vez no silêncio estarei só.
Por que pelo vento esquecido nunca tive valor. Fui sempre menos que o nada. O vento que se dispersa enquanto nada se vê na noite. Eu aqui me encontro enquanto pelo silêncio e pela loucura me perco. Eu aqui me encontro, esperando a morte.
A escuridão que bate à porta. A vida morta. O agora que se perde no não esquecer por ti. Aqui estou ainda agora. Morrerei ainda do jeito que estou. Pedirei a Deus que dê sua sentença logo. Mergulharei na luz e meus olhos se segarão ofuscados. Mergulharei nas sombras e serei subjuldado pela escuridão. Andarei pelo caminho só. E imerso no frio.

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